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Como escolher uma agência de marketing médico e o que ela não faz

Como escolher uma agência de marketing médico: 8 critérios, sinais de alerta, perguntas para a reunião e o que preparar na clínica antes de contratar.

Publicado em 8 de novembro de 2026

Funil do contato à consulta: contatos da agência, qualificados, follow-up da secretária e consultas marcadas

Para escolher uma agência de marketing médico, verifique quatro coisas. Ela tem experiência em saúde e conhece as regras de publicidade do CFM? Rastreia a origem de cada contato? Opera os anúncios nas contas do próprio médico? Oferece contrato sem multa por saída antecipada? E, antes de contratar, prepare a clínica: a agência gera contatos, mas quem transforma contato em consulta é a secretária.

Uma observação de transparência: a Vizi é uma agência de marketing médico. Este guia foi escrito por quem está do outro lado da mesa, e os critérios abaixo valem também para nós.

Principais pontos

  • Uma agência com experiência em saúde conhece as regras da Resolução CFM 2.336/2023 e evita expor o médico.
  • A agência faz marketing; quem vende é a secretária. Contato não é paciente.
  • Contato qualificado é quem procura o que você atende. Se ele vira consulta, isso depende do atendimento.
  • As contas de anúncio devem estar no seu nome, para que a troca de agência não zere o trabalho.
  • Prazo determinado no contrato é normal. Multa para sair antes de ter resultado é sinal de alerta, na opinião do autor.

Antes de contratar: o que uma agência de marketing não resolve

A agência gera contatos e opera o marketing. Ela não substitui o conhecimento do médico sobre a própria especialidade nem o trabalho comercial da recepção.

Para Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi, um dos erros mais graves é contratar esperando que a agência resolva tudo, sem preparar a clínica.

O médico continua dono da especialidade

Muitos médicos contratam uma agência esperando que ela saiba tudo sobre o que eles fazem. Não sabe, e não deveria fingir que sabe. Quem conhece o paciente de joelho, o pós-operatório e as dúvidas que aparecem no consultório é o médico.

“Muitos médicos esperam que a agência resolva todos os problemas da clínica, e isso não acontece. Quem conhece a especialidade é o próprio médico. A agência executa o marketing e pode propor estratégias, mas elas precisam ser construídas em conjunto com o médico.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Na prática, isso significa reservar tempo para a agência. Reunião de alinhamento, revisão dos anúncios e gravação de vídeos fazem parte do trabalho do médico, não só da agência.

Lead não é paciente: quem vende é a secretária

“Lead” é a pessoa que entrou em contato demonstrando interesse: mandou mensagem no WhatsApp, preencheu um formulário ou ligou. Ela ainda não é paciente.

Entre o contato e a consulta existe uma conversa, e quem conduz essa conversa é a recepção.

“Contato é uma coisa; paciente é outra. A agência faz marketing; quem vende é a secretária. De nada adianta ter um bom vídeo, um bom site e anúncios no Google se quem transforma o contato em consulta não faz esse trabalho bem.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Isso não é uma crítica à secretária. Como reconhece o Henrique, em muitas clínicas ela faz quase tudo e é a principal aliada do médico.

Por isso mesmo, vale olhar para a função dela como parte do processo comercial: quanto ela ganha, que treinamento recebe e que meta tem. Para se aprofundar, veja quanto ganha uma recepcionista de clínica.

O ponto delicado é este: o médico costuma confiar na secretária, e deve. Mas, se ela disser que “a agência só traz lead ruim”, o médico precisa ler as conversas antes de concluir qualquer coisa.

Henrique reconhece que existe atrito entre secretária e agência, e o motivo é simples: quando o marketing funciona, o volume de trabalho na recepção aumenta.

Lead qualificado e lead desqualificado

Contato qualificado é quem procura o que o médico atende. Contato desqualificado é quem procura outra coisa. Parece óbvio, mas, na experiência do Henrique, médicos e secretárias com frequência não separam bem as duas situações.

“Lead qualificado é quem procura o que o médico atende. Se um ortopedista de joelho recebe a mensagem de alguém que busca um especialista em joelho, o contato é qualificado. Se ele virou consulta ou não, isso depende da capacidade de conversão da secretária, e não da agência.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Veja como isso fica numa clínica de ortopedia focada em joelho:

Mensagem recebida Classificação De quem é a próxima etapa
“Procuro especialista em joelho” Qualificado Secretária: converter em consulta
“Quero consulta com ginecologista” Desqualificado Agência: revisar segmentação e anúncio
“Quero um médico para uma dor no corpo” Desqualificado Agência: revisar segmentação e anúncio
“Quero marcar, mas não tem horário nesse dia” Qualificado Secretária: oferecer alternativas e retomar

A última linha é o caso que o Henrique compara a anotar um pedido: a pessoa quer a consulta, só o dia não serviu. Isso é trabalho de agenda, não de anúncio.

Follow-up diário, com meta

“Follow-up” é retomar o contato com quem demonstrou interesse e ainda não marcou. Quando os anúncios funcionam, ele deixa de ser detalhe. Para o Henrique, o follow-up é parte obrigatória do processo comercial e não pode ficar para depois.

“Suponha que a secretária receba de 10 a 12 mensagens por dia. Com tráfego pago bem feito e um investimento alto, ela pode passar a receber 30, 40 ou 50. Ela não responde apenas às mensagens do dia: precisa retomar também as de ontem e as de anteontem. Por isso, cobramos esse acompanhamento das secretárias e dos médicos.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Os números acima são um exemplo hipotético do Henrique, não uma média nem uma promessa. “Tráfego pago” é o nome dado aos anúncios pagos no Google, no Instagram e em outras plataformas.

O raciocínio vale para qualquer volume: os contatos de hoje se somam aos de ontem e aos da semana passada.

Para o Henrique, a secretária não deve agir como quem anota um pedido: o paciente pede um dia, não há horário, e a conversa termina com “então tudo bem”. O caminho, na visão dele, é negociar:

  • oferecer outro dia ou outro turno;
  • voltar a falar com a pessoa no dia seguinte;
  • repetir até a consulta ser marcada.

Para isso, a secretária precisa de meta sobre os contatos recebidos.

Um cuidado ao retomar contatos. Nome e telefone são dados pessoais, segundo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A lei exige que o tratamento tenha finalidade legítima, específica e informada ao titular, e lista as hipóteses que o autorizam, entre elas o consentimento e os procedimentos preliminares relacionados a um contrato.

Quando o contato se baseia no consentimento, o titular pode revogá-lo, conforme a mesma LGPD. Como boa prática, respeite quem pede para não receber mais mensagens e, em caso de dúvida, consulte um advogado.

Quando ainda não contratar

Às vezes, a resposta honesta é esperar. Se a clínica ainda não responde a quem já procura, mais anúncios vão gerar mais conversas sem resposta. Antes de assinar, faça esta checagem.

A clínica está pronta para receber mais contatos?

  • [ ] Alguém responde às mensagens no mesmo dia.
  • [ ] Existe uma rotina diária de follow-up.
  • [ ] A secretária tem meta de agendamentos.
  • [ ] O médico lê, com regularidade, uma amostra das conversas da recepção.
  • [ ] A equipe sabe distinguir contato qualificado de desqualificado.
  • [ ] Há uma verba de anúncios definida, além dos honorários da agência.

Se vários itens ficaram sem marcar, organizar a recepção primeiro tende a ser mais útil do que contratar agora.

Critérios para escolher uma agência de marketing médico

Avalie oito pontos: experiência em saúde, estratégia construída com o médico, rastreio da origem dos contatos, visão de processo comercial, relatórios, separação entre honorários e verba, titularidade das contas e condições do contrato.

  1. Experiência na área da saúde e nas regras do CFM. A publicidade médica segue a Resolução CFM 2.336/2023, publicada em setembro de 2023, segundo o Conselho Federal de Medicina, e em vigor desde 11 de março de 2024, conforme o portal de publicidade médica do CFM. Ela revogou a Resolução CFM 1.974/2011 e as Resoluções 2.126/2015 e 2.133/2015. Uma agência sem essa experiência pode expor o médico, como alerta o Henrique. Veja a seção sobre a resolução logo abaixo.
  2. Estratégia construída com o médico. Desconfie de pacote igual para todas as especialidades. A agência propõe; o médico valida o que faz sentido para os pacientes dele.
  3. Rastreio da origem de cada contato. A agência deve saber de qual campanha, anúncio ou canal veio cada contato. Duas ferramentas comuns: – os parâmetros UTM, códigos colocados no link que identificam origem, mídia e campanha, segundo a Ajuda do Google Analytics; – o acompanhamento de conversões do Google Ads, que mostra se os cliques levaram a ações como uma ligação.
  4. Visão de processo comercial e variedade de formatos. Uma agência que só liga anúncios e deixa o resto com você entrega pouco, na visão do Henrique. Ela deve pensar em formatos diferentes: anúncios que levam direto a uma conversa no WhatsApp (recurso documentado pela Meta), formulários, site, landing page (página criada para uma única ação, como agendar) e vídeos. Também deve trocar os criativos (as imagens e vídeos dos anúncios) quando eles param de funcionar. Tudo isso, nas palavras dele, “no limite do que cabe ao marketing”.
  5. Relatórios com contatos e agendamentos. Curtidas e alcance dizem pouco sobre a agenda. Peça relatórios com número de contatos, origem e, junto com a clínica, quantos viraram consulta. Para saber o que acompanhar, veja os indicadores que uma clínica médica deve acompanhar.
  6. Honorários separados da verba de anúncios. No Google Ads, os custos de publicidade são pagos pela forma de pagamento cadastrada na conta, segundo a Ajuda do Google Ads. Como recomendação de transparência, peça que a proposta mostre separadamente quanto é honorário da agência e quanto vai para as plataformas.
  7. Contas de anúncio no nome do médico. Detalhado na seção seguinte.
  8. Contrato sem multa por saída antecipada. Detalhado mais adiante.

O que a Resolução CFM 2.336/2023 exige do médico

A resolução alcança a publicidade que você aprova ou de que participa, mesmo quando é a agência que produz a peça. Ela define publicidade médica como a comunicação ao público feita “com iniciativa, participação e/ou anuência do médico”.

Ainda segundo o texto comentado pelo CFM, os médicos são obrigados a cumprir suas regras e, perante os Conselhos Regionais de Medicina, o médico responde pela divulgação enquanto pessoa física.

Alguns pontos que uma agência experiente precisa dominar:

  • É vedado ao médico garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento.
  • As peças devem trazer nome, número de registro no CRM e a palavra “médico”; quem anuncia especialidade registrada deve informar o RQE (Registro de Qualificação de Especialista), segundo o capítulo das obrigações.
  • Em redes sociais e sites, esses dados devem estar na página principal do perfil.
  • O “antes e depois” é permitido de forma educativa, com condições, como mostrar evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações, sem manipular imagens nem identificar o paciente.

Para um panorama completo, leia nosso guia sobre as regras do CFM para marketing médico.

Contas de anúncio: devem estar no nome do médico

A conta de anúncios, a página e os perfis devem pertencer ao médico ou à clínica. A agência recebe acesso como parceira. Assim, se o contrato acabar, o histórico e as campanhas continuam com você.

As próprias plataformas funcionam assim:

  • Meta: o cliente continua sendo o proprietário do negócio, concede acesso ao parceiro e pode remover esse acesso, segundo a documentação da Meta.
  • Google Ads: agências podem usar uma conta de administrador, chamada MCC, para gerenciar várias contas de clientes, e quem tem acesso administrativo à conta do cliente pode desvincular a MCC a qualquer momento, segundo a Ajuda do Google Ads.

“A agência não é dona das contas do médico. Os anúncios devem ser operados nas contas dele, e não nas da agência. Se o médico decidir trocar de agência, a nova deve continuar o que já foi feito e melhorar a partir dali, e não recomeçar do zero. Como dono de agência, considero extremamente antiético reter as contas para prender o cliente.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Henrique conta que já viu agências afirmarem que as contas de anúncio eram delas. Quando o cliente decide sair, as campanhas são desligadas e o médico recomeça do zero com a nova agência.

Como trocar de agência sem perder o que foi feito

Trocar de agência é normal: às vezes o trabalho até ia bem, mas a relação não funcionou. O que não pode acontecer é perder meses de histórico. Siga esta ordem:

  1. Confirme a titularidade. Verifique se a conta de anúncios, a página e os perfis estão no seu nome ou no da clínica.
  2. Ajuste os acessos. Remova o acesso da agência anterior e conceda acesso à nova como parceira, como prevê a documentação da Meta.
  3. Registre o que existe. Exporte ou anote campanhas, públicos e relatórios dos últimos meses.
  4. Peça uma avaliação antes de mudar. A nova agência deve entender o que já funciona antes de desligar qualquer coisa.
  5. Combine o prazo de avaliação. Defina com ela quando vocês vão olhar os resultados juntos.

Contrato: prazo determinado, sim; multa, não

É normal o contrato ter prazo determinado, e ao fim qualquer parte pode encerrar. O que merece atenção, para o Henrique, é a multa para quem rescinde antes do fim, principalmente quando a agência não entregou o mínimo.

“Todo contrato pode ter prazo determinado; ao final, qualquer das partes pode decidir não continuar. O que considero inaceitável é a multa de 10% ou 20% para quem rescinde antes do fim. Se o médico está há três meses com a agência e nada do que ela faz dá resultado, ele não deveria ser obrigado a pagar para sair.” — Henrique Nascimento, sócio-fundador da Vizi Publicidade

Os percentuais e o contrato de um ano são um exemplo dado pelo Henrique, não uma estatística. A crítica à multa é opinião dele.

Há quem defenda contratos longos, e isso é legítimo. Para ele, o problema não é a duração, é pagar para sair de um serviço que não funcionou.

O que diz a lei. A multa contratual não é proibida por si só. O Código Civil prevê que o juiz deve reduzir a penalidade de forma equitativa se a obrigação tiver sido cumprida em parte ou se o valor for manifestamente excessivo.

Se outras regras, como as de consumidor, se aplicam ao seu caso depende de análise jurídica. Leve o contrato a um advogado antes de assinar e pergunte, por escrito, o que acontece se você quiser encerrar antes do prazo.

Quanto tempo esperar para avaliar resultado

Pela experiência do Henrique, se a agência não apresentou resultado, o prazo-limite para avaliar é de, no máximo, três meses.

Esses três meses servem para avaliar se a agência está entregando. Não são o tempo de uma estratégia completa, nem garantia de que o resultado virá nesse período. Nesse tempo, olhe para três coisas:

  • o volume de contatos;
  • a proporção de contatos qualificados;
  • o que a recepção fez com eles.

A estratégia completa é outra conta, e é por isso que o prazo determinado no contrato faz sentido. Por transparência: na Vizi, o Sócio de Jaleco é pensado para um ciclo inicial de 6 meses, “o tempo de implantar, medir e ajustar a estratégia”.

Sinais de alerta e o que perguntar

Alguns sinais de alerta: promessa de número de pacientes, contas no nome da agência, multa rescisória e relatório só com curtidas. A tabela abaixo transforma cada sinal em uma pergunta para a reunião.

Sinal de alerta O que perguntar
Promete número de pacientes ou “agenda cheia” “Que indicadores vocês acompanham e reportam?”
Anúncios na conta da agência “Em nome de quem ficam a conta de anúncios e os perfis?”
Multa por rescisão antecipada “O que acontece se eu quiser encerrar antes do prazo?”
Não sabe dizer de onde vêm os contatos “Como vocês rastreiam a origem de cada contato?”
Pacote igual para todas as especialidades “Como a estratégia será definida comigo?”
Desconhece as regras do CFM “Como vocês revisam os anúncios frente à Resolução CFM 2.336/2023?”
Relatório só com curtidas e alcance “O relatório mostra contatos e agendamentos?”
Honorário e verba misturados “Quanto é honorário e quanto vai para a plataforma de anúncios?”

A promessa de número de pacientes merece atenção. Ela é uma questão comercial, a ser tratada na proposta e no contrato: quantos contatos viram consulta depende também do atendimento da clínica.

Outra coisa é o que vai nos anúncios para pacientes. Se a agência promete resultado ao médico, vale conferir se não faz o mesmo nas peças, porque a resolução veda ao médico garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento.

Checklist: perguntas para fazer na reunião com a agência

As onze perguntas abaixo cobrem os critérios deste guia e servem para comparar propostas. Leve-as a cada reunião e anote as respostas de cada agência lado a lado:

  1. “Há quanto tempo vocês atendem médicos e clínicas, e de quais especialidades?”
  2. “Como vocês garantem que os anúncios seguem as regras do CFM?”
  3. “Quem vai executar o trabalho no dia a dia?”
  4. “Como a estratégia será alinhada comigo?”
  5. “Como vocês rastreiam a origem de cada contato?”
  6. “Quais formatos de campanha vocês usam: WhatsApp, formulário, site, landing page, vídeo?”
  7. “O que o relatório mensal mostra?”
  8. “Quanto da proposta é honorário e quanto é verba de anúncios?”
  9. “Em nome de quem ficam a conta de anúncios, a página e os perfis?”
  10. “Qual é o prazo do contrato, como funciona a rescisão e existe multa?”
  11. “O que acontece com as campanhas se o contrato acabar?”

Como a Vizi aplica esses critérios

Estes critérios valem também para nós. Se for conversar com a Vizi, faça as mesmas perguntas que faria a qualquer agência.

Uma prática que adotamos é cobrar das secretárias e dos médicos o follow-up diário dos contatos. É comum o médico dizer que “nada mudou na agenda” sem saber se a recepção está retomando quem mandou mensagem. Nesses casos, a pergunta que fazemos de volta é se a secretária está fazendo o follow-up.

Sobre os outros critérios deste guia, é assim que trabalhamos:

  • Contas no nome do cliente. Conta de anúncios, domínio, hospedagem e Instagram ficam no nome do cliente; a Vizi entra como administradora, então nada fica preso à agência. Na troca de agência, cuidamos da transição dos acessos.
  • Verba separada. No Sócio de Jaleco, a verba dos anúncios é paga direto ao Google e à Meta, separada do investimento na Vizi.
  • Sem promessa de números. A Vizi não promete número de pacientes, cirurgias ou faturamento. As metas são definidas depois de uma conversa de diagnóstico.
  • Relatório em reunião. Fazemos uma reunião mensal de estratégia com os números de anúncios, Instagram e atendimento.
  • Regras do conselho. Todas as peças são revisadas conforme as normas de publicidade do conselho da profissão.
  • Prazo. O Sócio de Jaleco tem ciclo inicial de 6 meses.

Nada disso dispensa a checagem: faça à Vizi as mesmas perguntas do checklist acima.

Por onde começar

Comece olhando para dentro da clínica, antes da primeira reunião com qualquer agência:

  1. Leia uma amostra das conversas da recepção da última semana.
  2. Veja quantos contatos ficaram sem resposta e quantos pararam em “não tem horário nesse dia”.
  3. Defina com a secretária uma meta de follow-up diário.
  4. Leve o checklist acima para cada reunião e compare as respostas.

Agência e recepção trabalham juntas: uma traz o contato, a outra transforma esse contato em consulta. Se o objetivo maior é a saúde financeira do negócio, veja também como aumentar o faturamento de uma clínica médica.

Se quiser comparar propostas com estes critérios, a equipe da Vizi pode responder a cada pergunta deste checklist sobre o próprio trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto tempo uma agência de marketing médico leva para dar resultado?

Não existe prazo garantido. Pela experiência do Henrique Nascimento, se a agência não apresentou resultado, três meses é o limite para avaliar se ela está entregando: volume de contatos, qualificação e o que a recepção fez com eles. Isso não é o tempo de uma estratégia completa; na Vizi, por exemplo, o Sócio de Jaleco tem ciclo inicial de 6 meses, o tempo de implantar, medir e ajustar a estratégia.

A agência pode prometer número de pacientes?

Não deveria: quantos contatos viram consulta depende também do atendimento da clínica. Essa é uma questão da proposta comercial e do contrato. Já nos anúncios para pacientes, a Resolução CFM 2.336/2023 veda ao médico garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento.

A conta de anúncios deve ficar no nome do médico ou da agência?

No nome do médico ou da clínica. Na Meta, o cliente continua proprietário e pode remover o acesso do parceiro. No Google Ads, quem administra a conta do cliente pode desvincular a conta de administrador da agência a qualquer momento.

Posso cancelar o contrato antes do prazo? A multa é comum?

Depende do que está no contrato. Henrique cita como exemplo multas de 10% a 20% em contratos de um ano e considera uma péssima prática cobrar para o médico sair quando o serviço não deu resultado.

O Código Civil prevê redução equitativa da multa pelo juiz quando ela é manifestamente excessiva ou a obrigação foi cumprida em parte. Se a cláusula é válida no seu caso, só um advogado pode avaliar; consulte um antes de assinar.

O que é um lead qualificado em uma clínica?

É a pessoa que procura o que o médico atende. Para um ortopedista de joelho, quem busca especialista em joelho é qualificado; quem pede consulta com ginecologista não é.

Chegam contatos e ninguém marca consulta: de quem é o problema?

Primeiro, verifique se os contatos são qualificados. Se forem, o problema está na conversão: tempo de resposta, follow-up e negociação de horário. Se não forem, a agência precisa revisar a segmentação e os anúncios.

A verba de anúncios está incluída no valor da agência?

Depende da proposta. No Google Ads, os custos de publicidade são pagos pela forma de pagamento cadastrada na conta, segundo a Ajuda do Google Ads. Peça que a proposta separe honorários e verba, para saber exatamente quanto vai para cada lado.

A agência precisa conhecer a Resolução CFM 2.336/2023?

Sim. É a norma de publicidade médica em vigor desde 11 de março de 2024. Ela alcança a publicidade feita com iniciativa, participação ou anuência do médico, e o médico responde pela própria divulgação perante o CRM.

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