Para divulgar um consultório médico, comece pelo Perfil da Empresa no Google e pelo site. Depois, produza conteúdo educativo nas redes sociais, invista em anúncios com responsabilidade e, por fim, estruture a indicação. Tudo isso dentro das normas do CFM.
Existem muitas formas de divulgar um consultório, e para Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade, a ordem faz diferença. Anunciar antes de ter perfil no Google e site significa pagar para levar o paciente a um destino que ainda não está pronto. Este guia segue a sequência que ele recomenda e mostra o que o CFM permite hoje.
Principais pontos
- A ordem importa: Perfil da Empresa no Google, site, redes sociais, tráfego pago e, por último, estratégias de indicação.
- Obrigatório x diferencial: o perfil no Google e o site são a base. O blog é um diferencial. As redes sociais são importantes, mas exigem tempo e constância.
- O CFM mudou as regras: hoje o médico pode divulgar o valor da consulta e publicar antes e depois com finalidade educativa, sob condições. Promessa de resultado e autopromoção continuam proibidas.
- Para o autor, o @ do Instagram virou o novo cartão de visita de quem indica um médico.
- A indicação é, na visão do autor, a fonte de pacientes mais forte, e ela depende da experiência que o paciente tem no consultório.
Como divulgar consultório médico: a ordem dos 5 passos
A sequência recomendada é esta: perfil no Google, site, conteúdo educativo nas redes, tráfego pago e estratégias de indicação. Cada passo prepara o seguinte. O anúncio, por exemplo, só funciona bem quando existe um perfil e um site para onde levar o paciente.
| Passo | O que fazer | Por que vem nessa posição | Obrigatório ou diferencial |
|---|---|---|---|
| 1. Perfil da Empresa no Google | Criar e completar o perfil do consultório | É onde o paciente novo e o antigo procuram endereço, telefone e rota | Obrigatório |
| 2. Site profissional | Site limpo com formação, especialidades, convênios, localização e agendamento | Dá credibilidade e é o destino dos anúncios e das buscas | Obrigatório (o blog é diferencial) |
| 3. Conteúdo educativo nas redes | Publicar com constância, no formato de cada rede | Constrói autoridade e é o que o paciente indicado encontra ao seguir o perfil | Importante, exige constância |
| 4. Tráfego pago | Anúncios no Google e nas redes sociais | Acelera a captação, mas depende da base pronta | Opcional, depois da base |
| 5. Marketing de indicação | Estruturar ações que estimulem a indicação | Funciona melhor quando todo o resto já está no lugar | Contínuo; as ações estruturadas entram por último |
“Se você ainda não tem nada disso, comece pelo Google Meu Negócio. Em seguida, faça o site. Depois, contrate uma agência de marketing para cuidar das redes sociais com conteúdo educativo, invista em tráfego pago e, por fim, adote estratégias de marketing de indicação. Eu seguiria esta ordem.” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
A indicação vem por último, mas não é a menos importante
A ordem é de implementação, não de importância. A experiência do paciente vale desde o primeiro dia de consultório.
O que entra por último são as estratégias estruturadas de indicação. Elas rendem mais quando o paciente indicado já encontra perfil, site e redes em ordem.
O que o CFM permite hoje na divulgação
Hoje o médico pode divulgar o valor da consulta e usar imagens de antes e depois com finalidade educativa, sob condições. Sensacionalismo e promessa de resultado continuam proibidos. As regras estão na Resolução CFM nº 2.336/2023.
A resolução foi publicada em setembro de 2023, está em vigor desde março de 2024 e substituiu a Resolução CFM nº 1.974/2011, conforme o texto da resolução comentada pelo Conselho Federal de Medicina e o anúncio do CFM sobre o Manual de Publicidade Médica. A liberação do preço da consulta e do antes e depois educativo aparece no site oficial do Manual de Publicidade Médica. As vedações a sensacionalismo e promessa de resultado estão no capítulo das proibições da resolução.
“As normas atuais do CFM já permitem divulgar o valor da consulta e publicar imagens de antes e depois. Isso não libera o sensacionalismo: continua proibido prometer cura, garantir resultados específicos ou adotar uma postura autopromocional, como se apresentar como ‘o melhor médico’. E o número de inscrição no CRM deve estar visível em todos os materiais.” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
No caso do especialista, o RQE (Registro de Qualificação de Especialista) também precisa aparecer junto com o CRM, segundo o capítulo das obrigações da resolução.
| Tema | Situação | O que diz a norma |
|---|---|---|
| Valor da consulta | Pode | É permitido informar valores de consultas, meios e formas de pagamento. Descontos só em campanhas promocionais, sem vendas casadas nem premiações. O comentário da Codame no Manual acrescenta: sem pacotes ou consórcios, e o valor de procedimentos não pode ser divulgado (capítulo das permissões). |
| Antes e depois | Pode, com condições | Só com finalidade educativa, em um conjunto de imagens com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações. Exige autorização do paciente, anonimato e nenhuma edição das imagens (capítulo sobre imagens de pacientes e notícia do CFM). |
| Prometer resultado | Não pode | É vedado garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento (capítulo das proibições). |
| Sensacionalismo e autopromoção | Não pode | É vedado portar-se de forma sensacionalista ou autopromocional, o que inclui conferir-se qualidades privilegiadas (capítulo das proibições). |
| Títulos como “melhor médico” | Não pode | O médico não pode permitir que seu nome entre em listas e premiações que concedem títulos como “melhor médico” ou “médico do ano” (capítulo das proibições). |
| Identificação | Obrigatória | Nome, número de CRM e a palavra MÉDICO; o especialista acrescenta o RQE. A clínica informa o registro no CRM e o diretor técnico com seu CRM (capítulo das obrigações). |
Se encontrar a informação de que preço e antes e depois são proibidos, desconfie: essa era a regra antiga. Confira direto no Manual de Publicidade Médica do CFM, que está disponível para download gratuito.
O detalhe de cada regra, de redes sociais a depoimentos, está no nosso guia sobre as regras de publicidade médica do CFM em detalhe.
Passo 1: tenha um Perfil da Empresa no Google
O Perfil da Empresa no Google é o primeiro passo. Ele não tem custo e faz o consultório aparecer na Pesquisa Google e no Google Maps, com endereço, telefone, horário e rota.
O perfil se chamava Google Meu Negócio, como registra a Ajuda do Google. A gratuidade e a presença na Pesquisa e no Maps estão na página oficial do Perfil da Empresa no Google.
Muita gente pensa no perfil só como forma de atrair paciente novo. Para Henrique Nascimento, ele serve também para quem já é paciente.
“O Google Meu Negócio é indispensável, e não apenas para atrair pacientes novos. Quem já é seu paciente e não lembra o endereço vai, antes de tudo, procurar seu nome no Google. Se você não estiver lá, como essa pessoa vai encontrá-lo, abrir o mapa ou traçar a rota até o consultório?” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
Pense na paciente que voltou para o retorno seis meses depois e esqueceu em qual andar do prédio fica o consultório. Ela digita o nome do médico no celular, ainda no carro. Se o perfil não existe ou está desatualizado, ela liga para a recepção, se perde ou chega atrasada.
Checklist do perfil
Os campos abaixo seguem a Ajuda do Perfil da Empresa no Google:
- [ ] Nome do consultório e especialidade (categoria) corretos.
- [ ] Endereço completo e preciso.
- [ ] Telefone principal; o Google permite incluir mais dois números.
- [ ] Horário de funcionamento, incluindo horários especiais em feriados.
- [ ] Link de agendamento online, se houver. O Google oferece esse campo para algumas categorias de negócio, não para todas.
- [ ] Fotos da fachada, da recepção e do consultório.
- [ ] Pedido de avaliação a todos os pacientes, sem nada em troca.
- [ ] Respostas às avaliações, sem expor dados do paciente.
Avaliações espontâneas
As avaliações ajudam o perfil a se destacar diante dos colegas da região. Segundo as dicas do Google para a classificação local, os resultados locais são ordenados por relevância, distância e destaque. E, quanto mais avaliações e classificações positivas uma empresa tiver, melhor será sua classificação local.
Há dois limites claros nas políticas de conteúdo do Google Maps:
- Sem incentivos: é proibido oferecer descontos, serviços gratuitos ou outro benefício em troca de avaliação.
- Sem pedido seletivo: é proibido pedir avaliações positivas só para quem você acha que vai elogiar.
O caminho é pedir a todos, de forma neutra, depois da consulta.
Responder às avaliações mostra que você valoriza o retorno do paciente, segundo o próprio Google. Na resposta, agradeça e nunca comente o caso clínico.
Atenção às redes sociais: se você repostar um elogio de paciente, ele passa a valer como publicação sua perante o CFM, de acordo com o capítulo da resolução sobre redes sociais.
Passo 2: tenha um site profissional
O site é a segunda base obrigatória. Ele precisa ser limpo e responder rápido ao que o paciente procura: quem é o médico, o que ele trata, se atende o convênio, onde fica e como marcar. É também o destino natural das buscas e dos anúncios.
Na recomendação de Henrique Nascimento, todo médico precisa de um site com formação, especialidades, convênios atendidos, localização e forma de agendamento. Não é preciso ter um site grande. É preciso ter um site claro.
Checklist do site
Os itens de identificação seguem o capítulo das obrigações da Resolução CFM nº 2.336/2023:
- [ ] Formação do médico.
- [ ] Especialidades, com o RQE para quem é especialista.
- [ ] Nome, número de CRM e a palavra MÉDICO visíveis. Em sites e redes, essas informações devem ficar na página principal.
- [ ] Se for clínica: registro do estabelecimento no CRM e nome do diretor técnico com o CRM dele.
- [ ] Convênios atendidos.
- [ ] Endereço e mapa.
- [ ] Telefone e WhatsApp.
- [ ] Forma de agendamento, com o caminho em poucos cliques.
- [ ] Versão que funcione bem no celular.
- [ ] Blog (opcional).
Blog: diferencial, não obrigação
Um blog com artigos educativos, que respondem dúvidas comuns dos pacientes, ajuda o site na busca orgânica, isto é, a aparecer no Google sem pagar pelo clique. Mas exige tempo e esforço do médico.
Por isso, Henrique Nascimento trata o blog como diferencial, não como obrigação. Pela experiência dele, um artigo por mês ou a cada dois meses já é um bom ritmo para começar.
Um exemplo de pauta: “quando procurar um especialista para dor no joelho”. O artigo explica sinais de alerta e orienta a buscar avaliação, sem fazer diagnóstico pelo texto.
Passo 3: produza conteúdo educativo nas redes sociais
Conteúdo educativo aumenta a autoridade do médico e é o que a pessoa indicada encontra quando segue o perfil. Instagram, Facebook, TikTok, Kwai e YouTube podem ser usados, mas cada rede tem um formato próprio, e o conteúdo precisa respeitar esse formato.
Usar as redes para atrair pacientes é permitido. Segundo o capítulo da resolução sobre redes sociais próprias, nelas a publicidade pode ter o objetivo de formar, manter ou ampliar a clientela, dentro das regras da resolução.
O @ do Instagram é o novo cartão de visita
Na observação de Henrique Nascimento, o comportamento de indicação mudou. Antes, o paciente passava adiante o cartão do médico. Hoje, ele passa o perfil.
“Antigamente, as pessoas passavam adiante o cartão de visita do médico. Hoje, quem indica diz: ‘siga o meu médico no Instagram’. A pessoa segue o perfil, acompanha o conteúdo, gosta do que vê e marca a consulta. O perfil no Instagram virou o novo cartão de visita.” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
Um exemplo desse caminho:
- Uma amiga comenta que precisa de um médico da especialidade.
- A paciente indica: “segue o meu médico no Instagram”.
- A amiga segue o perfil e passa alguns dias vendo o conteúdo.
- Gosta do que vê e manda mensagem para a secretária marcar.
Se o perfil está abandonado, com o último post de oito meses atrás, a indicação perde força no passo 3.
Fazer sozinho ou com agência
Henrique Nascimento recomenda contratar uma agência para as redes sociais, porque muitos médicos não têm disposição para produzir com constância. Transparência: a Vizi é uma agência de marketing para médicos e clínicas. Leve isso em conta ao ler a recomendação.
Quem preferir fazer sozinho pode começar pelo mínimo:
- Escolha uma ou duas redes, não todas.
- Use o formato de cada uma (vídeo curto, carrossel, texto).
- Defina um ritmo que você consiga manter por meses.
- Fale de dúvidas reais que aparecem no consultório, sem orientar tratamento pela internet.
- Mantenha nome, CRM, a palavra MÉDICO e o RQE na página principal do perfil, como exige o capítulo das obrigações da resolução.
Nenhum desses caminhos garante seguidores ou pacientes. O que eles fazem é deixar o perfil pronto para receber quem chega por indicação.
Passo 4: invista em tráfego pago com responsabilidade
Tráfego pago são os anúncios pagos no Google ou nas redes sociais. Eles aceleram a captação, mas vêm depois da base, porque é para o perfil, o site e as redes que o anúncio leva o paciente.
Os anúncios seguem as mesmas regras de qualquer divulgação. O capítulo de definições da resolução diz que ela vale para qualquer meio de divulgação feito por iniciativa ou com anuência do médico.
“Investir em tráfego pago é uma boa opção, desde que com responsabilidade: no Google Ads, para aparecer a quem pesquisa termos da sua especialidade; nas redes sociais, para o público da sua região. Quando a especialidade é muito específica, pode ser mais interessante alcançar o Brasil inteiro e atender esse público por telemedicina.” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
Google Ads
No Google, o anúncio aparece para quem pesquisa termos ligados à especialidade, como o nome de um exame ou “ortopedista perto de mim”. A vantagem é falar com quem já está procurando.
O anúncio precisa seguir as mesmas proibições da resolução do CFM: sem promessa de resultado e sem tom sensacionalista.
Meta Ads (Instagram e Facebook)
Nas redes, o anúncio trabalha com segmentação, que é escolher quem vai ver o anúncio por região, idade ou interesse. Para um consultório de bairro, a recomendação do Henrique é mirar o público da sua região.
Lembre que todo material de divulgação, físico ou virtual, precisa trazer a identificação exigida pelo CFM.
Especialidade de nicho e telemedicina
Algumas especialidades são tão específicas que o público da cidade é pequeno. Nesses casos, para Henrique Nascimento, pode valer anunciar para o Brasil inteiro e atender por telemedicina.
A Lei nº 14.510/2022 autoriza e disciplina a telessaúde no país e deixa a normatização ética a cargo dos conselhos profissionais. Antes de anunciar para outros estados, confirme com o seu CRM as regras para atender pacientes a distância.
Para entender como a captação se encaixa nas outras alavancas do negócio, veja como aumentar o faturamento de uma clínica médica.
Passo 5: estruture o marketing de indicação
Para Henrique Nascimento, a indicação é a maior fonte de pacientes na medicina, e o paciente indicado chega praticamente decidido. Por isso, o conselho que ele mais repete é: foque na experiência do paciente. As estratégias estruturadas de indicação vêm por último, mas a experiência vale desde o primeiro atendimento.
Há pesquisa que aponta na mesma direção, em um recorte específico. Em um estudo de 2018 publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, com 104 pacientes de cirurgia plástica em Curitiba, a indicação de médico, parente ou amigo foi um dos fatores mais importantes na escolha do cirurgião.
Por que o paciente indicado chega decidido
“O boca a boca continua sendo a maior fonte de pacientes na medicina. O paciente indicado chega quase decidido, porque quem vende a consulta é quem indica: essa pessoa já contou onde fica o consultório, qual é o preço, qual é o diferencial e como é a clínica. Ele simplesmente envia uma mensagem à secretária pedindo para marcar, sem precisar ser convencido.” — Henrique Nascimento, fundador da Vizi Publicidade
Compare com o paciente que chega por anúncio:
| Paciente que chega por anúncio | Paciente que chega por indicação |
|---|---|
| Ainda não conhece o médico | Já ouviu de quem indicou como é o médico e a clínica |
| Pergunta valor, convênio e tempo de espera | A primeira mensagem já é “quero marcar” |
| A secretária precisa explicar e convencer | Pula a etapa de convencimento |
Checklist de experiência do paciente
Na visão do Henrique, são estes os pontos que transformam pacientes em defensores do trabalho do médico:
- [ ] Pontualidade: respeitar o horário marcado faz parte da experiência.
- [ ] Clareza nas explicações: o paciente sai sabendo o que tem e o que fazer a seguir.
- [ ] Recepção agradável: um ambiente cuidado para quem chega.
- [ ] Suporte no pós-consulta: um canal para tirar dúvidas depois do atendimento.
Dois cuidados práticos completam a lista:
- [ ] Secretária bem preparada. Se você está estruturando a equipe, veja quanto ganha uma recepcionista de clínica.
- [ ] Resposta rápida a quem chega por indicação: quem já está decidido não deve esperar dois dias por retorno no WhatsApp.
Há médicos cujos pacientes defendem seu trabalho com convicção. Isso não nasce de campanha: nasce de um atendimento cuidadoso em todas as etapas.
Para saber se a indicação está crescendo, pergunte na recepção como o paciente chegou. Acompanhe esse dado junto com os indicadores que uma clínica médica deve acompanhar.
Erros comuns ao divulgar um consultório
Os erros que comprometem a divulgação vêm de dois lados: a ordem errada dos passos e o descuido com as regras do CFM. Os principais estão abaixo.
- Anunciar antes de ter perfil no Google e site. O anúncio leva o paciente a um destino que ainda não está pronto.
- Prometer resultado. É vedado garantir, prometer ou insinuar bons resultados, segundo o capítulo das proibições da resolução.
- Tom sensacionalista ou autopromocional, incluindo se apresentar como superior aos colegas.
- Participar de listas de “melhor médico” ou premiações do tipo.
- Material sem identificação: falta de CRM, da palavra MÉDICO ou do RQE, exigidos no capítulo das obrigações.
- Usar preço ou antes e depois como chamariz. O valor da consulta pode ser informado, mas promoções não podem ter venda casada nem premiação, e o comentário da Codame veda pacotes e a divulgação do valor de procedimentos (capítulo das permissões). O antes e depois só é aceito com finalidade educativa e com todas as condições do CFM.
- Comprar avaliações ou dar brinde em troca delas, o que as políticas do Google proíbem.
- Abandonar as redes depois de um mês. O perfil parado enfraquece a indicação.
Para o detalhe ético, consulte as regras de publicidade médica do CFM.
Conclusão: por onde começar esta semana
Comece pelo passo 1. Procure o nome do seu consultório no Google pelo celular e veja o que aparece. Se o perfil não existir, crie antes de qualquer outra ação.
Se existir, passe pelo checklist: endereço, telefone, horário, fotos e avaliações. Depois, siga a ordem: site, redes, anúncios e indicação.
Se você quer organizar a divulgação do seu consultório nessa ordem e dentro das regras do CFM, fale com a equipe da Vizi Publicidade.
Perguntas frequentes
O que fazer primeiro: site, Instagram ou Google Meu Negócio?
Comece pelo Perfil da Empresa no Google, antigo Google Meu Negócio. Ele não tem custo e coloca o consultório na Pesquisa e no Maps. Depois vem o site e, em seguida, o Instagram. É a ordem recomendada por Henrique Nascimento.
Médico pode divulgar o valor da consulta?
Sim. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite informar valores de consultas, meios e formas de pagamento, e descontos só em campanhas promocionais, sem vendas casadas nem premiações. Segundo o comentário da Codame no Manual, também não pode haver pacotes ou consórcios, e o valor de procedimentos não pode ser divulgado. Os detalhes estão no capítulo das permissões da resolução.
Médico pode postar antes e depois?
Pode, apenas com finalidade educativa. As imagens devem vir em conjunto, com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações. É preciso autorização do paciente, garantia de anonimato e nenhuma edição ou melhoramento das imagens, conforme o capítulo da resolução sobre imagens de pacientes.
Médico pode se dizer “o melhor médico” ou prometer resultado?
Não. A norma veda garantir, prometer ou insinuar bons resultados e proíbe postura sensacionalista ou autopromocional. O médico também não pode participar de listas ou premiações que concedem títulos como “melhor médico”, segundo o capítulo das proibições da resolução.
O que precisa aparecer nos materiais de divulgação?
Nome, número de CRM e a palavra MÉDICO; o especialista acrescenta o RQE. Clínicas informam o registro no CRM e o nome do diretor técnico com o CRM dele. Isso vale para todo material, físico e virtual, de acordo com o capítulo das obrigações da resolução.
Como atrair pacientes para um consultório médico?
Monte a base (perfil no Google e site), produza conteúdo educativo nas redes, anuncie com responsabilidade e cuide da experiência do paciente. Para Henrique Nascimento, a indicação é a fonte mais forte, e ela depende de pontualidade, clareza, boa recepção e suporte depois da consulta.
Médico precisa ter um blog?
Não é obrigatório. O blog é um diferencial que ajuda a aparecer no Google sem pagar pelo clique, mas exige tempo. Pela experiência do Henrique, um artigo por mês ou a cada dois meses já é um bom ritmo.
Vale a pena anunciar no Google Ads e no Meta Ads?
Pode valer, depois que perfil, site e redes estiverem prontos. O Google Ads alcança quem pesquisa termos da especialidade; o Meta Ads permite mirar o público da região. Os anúncios seguem as mesmas regras do CFM de qualquer outra divulgação, como define o capítulo de definições da resolução.