É uma das perguntas que mais ouvimos de médicos que querem crescer no particular. A resposta curta: depende do momento do paciente que você quer alcançar. Os dois canais funcionam, mas de formas muito diferentes.
No Google, o paciente procura você
Quem digita “ortopedista de joelho em Brasília” já sabe que precisa de ajuda e está procurando onde encontrar. É uma busca com intenção clara.
Por isso, o Google tende a trazer contatos mais prontos para agendar. Funciona especialmente bem para:
- Especialidades procuradas por um sintoma ou procedimento específico (dor no joelho, varizes, catarata).
- Consultórios que querem preencher agenda com mais previsibilidade.
- Regiões com concorrência, onde aparecer no topo faz diferença.
O ponto de atenção é o custo por clique, que pode ser alto em especialidades disputadas. E o anúncio só dá resultado se o site ou o atendimento convertem bem o contato.
No Instagram, você encontra o paciente
No Instagram, a pessoa não está procurando um médico. Ela está rolando o feed. O anúncio aparece para quem tem o perfil certo, por região, idade e interesses.
Isso faz do Instagram um canal de reconhecimento e confiança. Funciona bem para:
- Mostrar quem você é, como atende e quais casos trata.
- Especialidades em que o paciente demora para decidir, como cirurgias eletivas.
- Construir uma base de pessoas que lembram de você quando precisarem.
O contato costuma chegar menos “pronto”. Por isso, o atendimento precisa acolher e explicar mais antes do agendamento.
Comparando os dois
| Momento do paciente | Já está procurando | Ainda não está procurando |
| Tipo de contato | Mais pronto para agendar | Precisa de mais confiança |
| Ponto forte | Previsibilidade de agenda | Autoridade e lembrança |
| Ponto de atenção | Custo por clique alto | Conversão mais lenta |
Então, qual escolher?
Para a maioria dos consultórios, a melhor resposta é usar os dois, cada um no seu papel. O Instagram constrói a confiança; o Google captura quem já está decidido. Um paciente que viu seus vídeos no Instagram e depois pesquisa seu nome no Google chega muito mais seguro.
Se o orçamento é limitado, comece pelo canal que conversa com a forma como seu paciente procura ajuda. Especialidades de sintoma ou urgência tendem a ir melhor no Google. Procedimentos eletivos e de decisão longa tendem a precisar mais do Instagram.
Anúncio é acelerador, não muleta
Antes de aumentar a verba, vale olhar o que acontece depois do clique. Quantos contatos chegam? Quantos agendam? Quantos vieram de indicação ou do perfil orgânico? Se quase toda a agenda depende de anúncio, provavelmente há algo a ajustar no perfil, no atendimento ou na experiência da consulta.
Toda publicidade médica segue regras
Independentemente do canal, anúncios de médicos precisam respeitar as normas do Conselho Federal de Medicina: nada de promessa de resultado e CRM e RQE sempre visíveis.
No Sócio de Jaleco, a VIZI define com você o papel de cada canal, cuida dos anúncios e acompanha cada contato até a agenda, para você saber exatamente o retorno do investimento.